Mas que nunca seja magro esse tempo de zarpar !
Que seja cheio.
De lágrimas e ventos e quem quer que se mova quando ele bate.
O tempo bate sem a gente saber de onde vem.
Ele bate só em passar as horas.
Bate a hora de partir pra se chorar aqui e lá quando esse tempo já passou.
Tempo bate, abate, rebate, nocaute.
Vento traz de volta e por isso voltaste.
Bate na porta e abre.
Sopra vento que arde. Seca a lágrima tarde.
Mas bate e fica.
E, então, parte.
A parte II
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
... reticências.
São aquelas sensações que não se sabe o tamanho que têm. São boas, são grandes. Imensuráveis.
Dá vontade de não senti-las, de não saber que existem.
Abrir a boca e não sair uma nota sequer, só sentir o cheiro doce do que elas te causam.
Porque mulher é bicho que sente, que vê, que olha e sente o que vê, que entra de baixo pra cima.
E só sai do outro lado quando já secou tudo aquilo que era pra ser.
Dá vontade de não senti-las, de não saber que existem.
Abrir a boca e não sair uma nota sequer, só sentir o cheiro doce do que elas te causam.
Porque mulher é bicho que sente, que vê, que olha e sente o que vê, que entra de baixo pra cima.
E só sai do outro lado quando já secou tudo aquilo que era pra ser.
flauta transversa
deu pra sentir o tempo presente no sonho. a boca molhada de um beijo em cena. a temperatura do corpo desnudo à distância. as mãos dadas nos passos dados. o olhar sob lentes. o sorriso de frente como uma desculpa. o re-ló-gio dos segundos adiantados.
e saber que isso não é nada. poderia apenas nem sabê-lo já que nada já deixa de ser antes mesmo de existir.
"Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta." (E.G.)
é a tal mulher atravessada entre as minhas pálpebras e na minha garganta. é essa melodia doce vinda, estranhamente, de alguma coisa transversa.
e saber que isso não é nada. poderia apenas nem sabê-lo já que nada já deixa de ser antes mesmo de existir.
"Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta." (E.G.)
é a tal mulher atravessada entre as minhas pálpebras e na minha garganta. é essa melodia doce vinda, estranhamente, de alguma coisa transversa.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
o melhor cansaço é o do amor
e mesmo sem saber que andava por ali, seus pés caminhavam nas pegadas do outro. e o cheiro que quase sumia surgiu de dentro do armário. e agora já eram dois garfos e duas facas e dois pratos. e a hora da chegada pra um abrir a porta quando a campainha tocasse. e o beijo da memória se refez e multiplicou no boa noite, no meio da noite, na manhã, de manhã, no metro, no mau humor, no sabor, no calor do aquecedor...
sábado, 11 de setembro de 2010
menina alva
eu vim pra te dizer que quero
menina, eu vim
pra te fazer querer
menina dos seus trinta e poucos
é mais mulher que essa menina
alva que parece ser
mulher menina
dos seus vinte e muitos
ela veio pra te fazer crescer
meninas foram pra se conhecer
mulheres vieram pra se fazer amar
alvas pra se dizer te amo
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mar

Eu naveguei por tantos mares
mas nem de puro ouro
branco ou amarelo
qualquer coisa parecida
por onde mergulhei
Achei um de prata
que não por completo me agrada
Mas era quase do tamanho
da minha infinita amada
Mas enquanto isso
Enquanto não chego pra ficar
A gente fica assim:
Já que o mar não tem fim
E, desde a Pangeia
muito bichinhos nasceram de lá
Saiba que dentro do seu aquário
Fez-se um peixe chamado Andréa
mas nem de puro ouro
branco ou amarelo
qualquer coisa parecida
por onde mergulhei
Achei um de prata
que não por completo me agrada
Mas era quase do tamanho
da minha infinita amada
Mas enquanto isso
Enquanto não chego pra ficar
A gente fica assim:
Já que o mar não tem fim
E, desde a Pangeia
muito bichinhos nasceram de lá
Saiba que dentro do seu aquário
Fez-se um peixe chamado Andréa
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